segunda-feira, 1 de julho de 2013

Sereníssima República de San Marino

Sereníssima República de San Marino



 Sereníssima República de San Marino

     San Marino é um daqueles micro países que existem na Europa, nossos objetivo aqui são práticos e contábeis adicionamos mais um País ao nosso histórico de viagem e estamos mais próximos de Veneza.
     Na verdade originalmente iriamos dormir em Bologna, na Itália mesmo cancelamos esta hospedagem e pegamos uma noite a mais em Veneza. Ficar uma só noite não compensa, já erramos isso em Parma e Assis. Tratei tudo via e-mail com a agência no Brasil, deu tudo certo.


     De Foligno a San Marino, http://youtu.be/8526guhrnuI viemos batendo papo com o Glauco, falando as verdades sobre os políticos brasileiros e italianos, aqui também as leis são facultativas. Paramos no meio do caminho para tomar um café, pouco depois fotografei esta placa:

     Com isso criamos nossas primeiras expectativas positivas em relação à gastronomia da cidade-país.
     Mais tarde confirmamos esta expectativa e não houve decepção.
     O Glauco fez o caminho interno, fugindo dos pedágios, ele reclamou muito do seu GPS (e era um Tomtom). Ganhamos bastante tempo vindo com ele e certamente nos preocupamos bem menos.
     Nosso hotel, o Joli www.hoteljoli.sm, fica bem localizado, bem próximo ao centro histórico. A decoração também é bem legal e nosso quarto tem sacada com vista da cidade.  Aqui a diária foi de 95 euros, deveríamos ter ficado mais tempo e aproveitado mais.
    San Marino é o mais antigo Estado soberano e república constitucional do mundo, tendo sido fundada em 3 de setembro de 301 por Marinus de Rab. A Constituição de San Marino, promulgada em 1600, é a mais velha constituição do mundo ainda em exercício. foi aqui que faleceu o Airton Senna, só me dei conta disso quando vi, andando pelo centro histórico, em primeiro plano, este DVD a venda.
     Não fomos ver o autódromo, não estava nos planos.  Seguimos caminhando e admirando o centro histórico.
     Procuramos e encontramos um lugar para o almoço, a Isis matou sua saudade de ovos fritos. A última que havia comido foi no navio e no café da manhã. Satisfação total, só faltou conseguir um guaraná!

     Depois do almoço seguimos nosso passeio, em San Marino. Achamos algumas atrações bizarras como o Museu da Tortura (ou algo parecido) e o Museu do Vampiro. Passamos na frente de um museu de cera também.   
     Muita escadaria, muitas construções parecidas com castelos, várias lojinhas, estátuas e belas vistas. O dia estava muito bonito e ajudou.
     A Isis fez fotos com o Pinóquio e com o Papai Noel.

      Minha esposa estava um pouco indisposta então a deixamos no hotel e eu e a Isis seguimos no passeio, ela ganhou um picolé (aparece no vídeo), no meio de uma escadaria esbarramos com um pastor alemão grande e solto. O dono dele nos informou que ele seria manso e que só está interessado no picolé, foram alguns minutos de hesitação antes de prosseguirmos naquele trajeto.
     Depois fomos a uma pracinha, próxima ao hotel, que era pequena e tinha os brinquedos clássicos, balanços e escorregador. Logo apareceu outro pai com outra criança, eu estava sentado em um banco e a Isis se divertindo.
     Foi um momento de choque de realidade.
     Ele deixou sua carteira e celular no banco onde eu estava sentado e foi brincar com o filho. Choque brutal da realidade que vivemos no Brasil e dos hábitos europeus.
    Voltando um pouco no tempo, nas primeiras viagens de trem eu não podia conceber não ficar olhando as malas a cada 10 minutos. Depois da quarta viagem já havia relaxado e conseguia largar as malas e só tornar a ve-las na hora da descida.  Nada nem parecido com esta experiência em San Marino, afinal carteira e celular são os itens preferidos da bandidagem brasileira.
     Ahhhh... quase esqueço, tomei uma cerveja DUFF (em latinha de 350ml igual a dos Simpsons)!


 Já tínhamos visto e fotografado ela em outra cidade, mas no centro histórico ela está por todos os lugares. Bem boa!
     Jantamos em um restaurante próximo ao hotel onde uma das atendentes era brasileira, conseguimos comer algo parecido com o nosso churrasquinho a Isis gostou muito e era realmente muito bom.
     Saímos do hotel no dia seguinte as 10:20, pegamos um ônibus internacional para a estação de Rimini na Itália (o motorista era o cover do George Clooney) onde compramos a passagem para Veneza.

localização
conforto
beleza
Internet
média
Joli 
9
7
7
7
7,50

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Manifestação de Madrid 2011

Em Madrid, 2011, acamparam por semanas na principal praça para protestar e reivindicar:


SIMPLIFICA BRASIL: Menos é mais
- Menos leis e mais coerência
- Menos impostos e mais simplicidade
- Menos ministérios e mais eficácia
- Menos sonegação e mais envolvimento
- Menos destruição e mais educação

"O risco de um movimento contra tudo e contra todos é esse. A falta de propostas sobre o que deve ser construído no lugar do que se quer derrubar pode esvaziar as manifestações ou torná-la apenas um jeito violento de desopilar nossas frustrações -- o que seria o pior caminho a seguir. Ninguém sabe muito bem como transformar a mobilização em ações práticas -- e este post não tem a pretensão de ir além de um simples início de conversa.

http://eduardofelipematias.blogspot.com.br/2013/06/o-brasil-acordou-e-agora_18.html

Isso torna o movimento brasileiro mais parecido com o espanhol, que reclamava da incapacidade do governo em lidar com a crise e o desemprego, e o norte-americano, cujo lema era que os 99% da população não estariam representados pelo 1% que comandava (comanda) o país em benefício próprio."

domingo, 2 de junho de 2013

Beto Carrero, a Disney Brasileira

O Beto Carrero de Penha/SC não perde para a Euro Disney!



Eu e minha esposa visitamos pela primeira vez o parque Beto Carreiro World participando de uma excursão organizada por um colega meu de faculdade. O ônibus nos levou até o hotel em Balneário Camboriú, no dia seguinte fomos ao parque e no outro dia retornamos ao Rio Grande do Sul. O personagem que dá nome ao parque ainda era vivo e nos brindou com sua presença na ocasião.

     Desta vez fomos de carro levando a Isis já com 5 anos.  Para diminuir os longos e chatos trechos rodoviários fomos primeiro ao litoral, passamos a noite e partimos para Penha/SC. Tivemos algumas paradas para atender aos enjoos da nossa pequena passageira e para limpar o carro por não ter parado antes.





     Fomos fora do período de férias escolares o que possibilitou aproveitar o parque com poucas filas. O ponto alto foi quando ela participou do show África Selvagem, onde é solicitada que crianças pequenas venham até o picadeiro, tudo é muito engraçado, não vou contar para não estragar a surpresa, quem tiver filhos com esta idade precisa ir ver e, se possível, incentivar a participação dos filhos.
 
     Nos hospedamos no Hotel do Beto Carreiro, o Vila Olaria, na verdade este hotel fica atrás da entrada do parque e não ofereceu nenhum benefício que valesse a pena. Novamente questão de expectativa. O ponto negativo é a cidade de Penha, que não tem nada, tivemos que ir para Itajaí para encontrar um shopping e passar o tempo destas férias de 3 dias.


     Voltamos no ano seguinte, desta vez voando com a Azul que recebeu da nossa família o título de Melhor opção para criança. Monitor individual com desenhos animados, refrigerante, suco e salgadinhos montam um cenário perfeito para uma viagem tranquila. Compramos um pacote da Azul Viagens que contemplava os voos, a hospedagem e os transfers.






      Fomos na mesma época do ano, um pouco depois do reinicio do ano letivo, pegamos mais filas desta vez, nada que comprometesse o passeio. Estivemos em um dia especial no qual o parque fechou mais tarde, pois havia um show especial em homenagem ao recém falecido Michael Jackson, muito bem elaborado e executado.

     Nos demais dias do pacote aproveitamos a cidade de Balneário Camboriú, cidade litorânea, também aluguei um carro e passamos um dia em Blumenau cidade de tradição alemã e sede da Oktoberfest no Brasil. Passamos uma semana tempo mais que suficiente para aproveitar e desfrutar da região.





terça-feira, 14 de maio de 2013

O McDonalds na Europa é muito mais legal

McCeva e McCinzeiro!


BigMac Integral


McSaladas



McSaladas com Ceva!


Primeirão!

Café da Manhã e Internet



quarta-feira, 1 de maio de 2013

Veneza Mestre, viemos de San Marino, Rimini

     O procedimento de compra de passagem foi um pouco diferente em Rimini. O bilhete é vendido com prazo de validade, ou seja, você compra a passagem e usa quando precisar, dentro da validade. No nosso caso compramos e antes de entrar no trem registramos a viagem em uma máquina.

     Além disso não haviam lugares marcados. Vai da sorte do cidadão. Como estava vazio, não tivemos problemas.

     Viajamos em um trem de dois andares e sentados no segundo andar (lógico, a Isis não admitiria outra possiblidade), em Bologna precisaremos trocar de trem e daí vamos direto a Veneza, nosso hotel é para ficar a 700 metros da estação "mestre".

     Serão 2 dias em Veneza para depois pegarmos um navio que nos levará para a Croácia e a Grécia (como será a Internet deste navio???) e nos trará de volta. São 14:46, dentro no segundo trem a caminho de Veneza, conheci o banheiro... esquisito mas melhor do que os de avião.

     O trem anterior era bem mais legal que esse, o pobrezinho só tem um andar.

     Está bem quente hoje em Veneza, digo em Mestre. Pegamos um taxi para ir da estação ao hotel, foi uma sábia decisão. Os 700 metros italianos são muito maiores do que no Brasil. Acho que o hotel fica, na verdade, a uns dois quilômetros de distância.

     Nos instalamos no Hotel Centrale (www.hotelcentralevenice.com) é um 3 estrelas de 53,34 euros a diária. O quarto é pequeno e sem o charme de San Marino.

     Na recepção consegui as informações de como chegar em Veneza, ao lado do hotel tem uma lotérica que vende o cartão magnético do ônibus, do outro lado da rua está a parada.

     Pega-se o ônibus, passa o cartão magnético para descarregar os créditos correspondente a viagem, não há cobrador.

     Depois de uma viagem rápida, de uns 15 minutos, desembarcamos em Veneza, na Piazza Roma. Logo ao lado já avistamos os canais, gôndolas, jardins e uma pracinha.

     Nos embrenhamos pelos caminhos estreitos e confusos da  cidade que é formada por ilhotas.  As tradicionais máscaras de carnaval estão por todos os lados.

     A cidade é um labirinto!

     As aventuras deste primeiro dia estão em:



     Como é habitual no hotel pegamos um mapa turístico, só que em Veneza há uma grande dificuldade em nos localizar. Como tudo é estreito raramente se tem a visão de pontos de referência, também não existem muitas placas ou qualquer tipo de sinalização.

     Nosso momento de conquista neste primeiro dia foi chegar até a igreja de Santa Maria Campo dei Frari, uma das maiores de Veneza. Quase no fim da tarde conseguimos conhecer um dos pontos que constavam no nosso mapa, o que facilitará nossa movimentação nos dias seguintes.

     Primeiro dia com sol aberto, fizemos boas fotos. A dica aqui é meio óbvia, Mestre não é Veneza, são cidades vizinhas. A vantagem de ficar aqui é que o taxi te entrega, com as malas, na frente do hotel, em Veneza não há esta possibilidade física, com rara excessões.

Chegamos às 20:35 de volta ao hotel depois da primeira volta exploratória. A Internet aqui é paga (0,10 euros/minuto), no caminho de volta vi duas LanHouses nas redondezas que vou usar.

     Jantamos no restaurante que fica bem próximo ao hotel. Tivemos que sair com agasalhos, nada muito pesado, mas a temperatura baixou bastante.

     No dia seguinte conhecemos o café da manhã do hotel, bem bom só um pouco confuso, tinha muita gente no horário que descemos.

     Recarreguei os cartões magnéticos, pegamos o ônibus e fomos para Veneza. Fomos direto para a pracinha que vimos no primeiro dia e onde não ficamos muito tempo.

     A pracinha é toda cercada e o piso é de um material macio, para prevenir acidentes com os pequenos.

     Em cada um dos lados há uma flor com um cano ligando uma na outra, com isso uma criança grita de um lado e é escutada no outro. A Isis adorou.

     Cumprida a missão pracinha, seguimos nosso passeio pela cidade, já mais desenvoltos.

     Avistamos um enorme relógio, ao nos aproximar vimos que se tratava da Igreja San Giacomo Apostolo, construída no século XII, segundo a placa que está afixada nela.

     Com mais um pouco de caminhada chegamos a Piazza San Marco, centro das principais atrações de Veneza. O lugar é incrível, é praticamente o único lugar grande e aberto em Veneza, contrastando com as ruas estreitas do labirinto.


     A foto acima mostra a Basílica de San Marco.  Ao  lado direito fica o palácio do Doge (Palazzo Ducale), a ponte dos suspiros e a torre do campanário. A esquerda tem a torre do relógio e uma praça com estátuas de leõeszinhos, onde a Isis brincou um pouco, a frente fica o museu arqueológico e o canal com os barcos.

     Paramos em uma fila para visitar a Basílica, não é preciso comprar ingresso. Assistimos, na fila, o bater do sino da torre do relógio.

     Como privatizaram a ponte dos suspiros as fotos não ficaram legais... explicando:  A história que contam é que os condenados a morte passavam por esta ponte entre a prisão e o local da execução, daí davam um longo suspiro. Uma empresa comprou o direito de colocar suas propagandas, aparentemente, por toda a ponte e adjacências, ficou muito feio.

     Vimos a ponte por fora e por dentro, entrando no Palácio do Doge chega-se a uma pequena janela que há na ponte. Investimos 30 euros em bilhetes 4x1 para família, chamado Musei Di Piazza San Marco que concede acesso ao Palazzo Ducale (nosso objetivo), Museo Correr, Museo Archeologico e a Monumental Biblioteca Marciana.
      Na bilheteria tem que investir um tempo estudando qual a melhor opção, só vamos entrar no Palácio do Doge, mas o bilhete 4x1 era o mais barato no nosso caso. Com mais tempo é possível se aproveitar melhor este bilhete familiar, ele vale por 3 meses, ou seja, ficando vários dias na cidade seria viável ver e rever todas as atrações. Fica a dica!

     Dentro do palácio existem várias salas decoradas, exposição de armamentos e itens variados. De curioso vimos, em uma parede, uma cabeça de mármore cuja boca servia para entregar cartas anônimas com denúncias para os governantes. Conta-se que era algo parecido com a inquisição, que os denunciados eram perseguidos pelos poderosos.

     Lembrando que o Doge era a figura política mais importante de Veneza, durante mais de uma centena de anos. Este vídeo mostra a pracinha, a praça de San Marco e o Palácio do Doge: http://youtu.be/Im7Dpfejqk4

     Vencido mais este objetivo saímos para caminhar pela cidade. Vi na vitrine de uma loja uma caixa com balinhas feitas de cristal Murano (não fomos até a ilha de Murano, fica para uma próxima visita). Achei que seria uma bela lembrança de viagem considerando que a Isis ganhou muita bala e de muitas pessoas na sua vidinha infantil. Outro aspecto positivo era o pequeno tamanho e peso, ainda teríamos que carregar tudo que eventualmente comprássemos por mais 45 dias.

     Dei a missão para a minha esposa, ela e a Isis entraram na loja. Eu entrei na casa de câmbio que ficava em frente à loja. Não havia feito câmbio e queria ter a experiência para comparar os custos das transações.

     No meu caso foi péssimo negócio.

     A melhor opção é sacar euros da conta corrente brasileira usando cartão de débito, em segundo lugar usar o cartão de crédito e em último lugar trocar moeda em casa de câmbio. Além do spread eles cobram uma taxa fixa pela transação, só iria compensar se o volume fosse grande.

     Minha esposa teve mais sorte e conseguiu comprar as balinhas. Aproveitou e comprou mais umas coisinhas...

     Nada mais de relevante aconteceu neste dia, voltamos ao hotel para começar a fechar as malas e embalar bem os frágeis itens adquiridos em Veneza para que consigam nos acompanhar até ao retorno ao Brasil.

     No outro dia, depois do café da manhã, eu e a Isis fomos passear pelas redondezas do hotel. Minha esposa voltou ao quarto para enfrentar as malas.

     Em frente ao hotel há uma praça em homenagem ao doador de sangue, fora o nome não tem nada de interessante. Caminhando um pouco mais achamos um belo calçadão, bem movimentado era uma bela e ensolarada manhã, com alguns vendedores ambulantes (a Isis gostou de um que vendia marionetes).

     Nosso passeio durou pouco menos de uma hora e voltamos ao hotel.

Mais em http://sites.google.com/site/omundoisis/

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Nápoles, Vesúvio e Pompéia, tudo pertinho de Roma

     Desembarcamos na estação de trem de Nápoles, cidade mais ao sul da Itália que iremos visitar. Não temos nenhum objetivo pré-definido em Nápoles, dormiremos 3 noites na cidade e vamos dedicar um dia para visitar o vulcão Vesúvio e a mítica cidade de Pompéia.
     Estava estudando como iríamos ao hotel quando fui abordado por um italiano, o bizarro diálogo foi o seguinte: Taxi? Taxi! Taxi? Taxi! Com  isso estabelecemos que ele estava oferecendo o serviço e eu interessado. Nisto ele puxa uma calculadora e me mostra o valor em euros que pretendia cobrar: 30. Sabendo da tradição da negociação ofereci 25 e ele aceitou.
     Começa a aventura.
     Com o valor estabelecido ele pega uma das malas e começa a correr pela estação e nós, com a Isis, duas malas grandes e três pequenas, correndo atrás dele. Saímos da estação e continuamos a correr para alcançar nosso, até então, maluco taxista.
     Não tardou para entendermos o caso, ele NÃO É um taxista, ao avistarmos o carro dele tudo ficou claro, pense em uma belina da década de 80, era algo mais ou menos assim.
     Seguimos para o hotel Decumani, não foi uma viagem longa. Desci, paguei a corrida e reparei que o endereço era diferente do que estava no voucher e fui conversar com o porteiro. Entendi que estávamos no lugar errado.
     Nosso motorista já estava saindo com o seu possante veículo quando consegui faze-lo parar. Tentei explicar que os endereços não eram os mesmos e fui salvo pelo porteiro. Eles que são italianos que se entendam! O pouco que entendi é que existem dois Decumanis e que o nosso não ficava muito longe.
     Voltamos ao carro, acomodamos novamente as malas para o destino final, torcendo para que desta vez tudo desse certo.
     Não deu. Estávamos no endereço certo, mas o local em nada lembrava um hotel, era um prédio cinza e feio, com cara de garagem de centro de cidade. Nada nem parecido com o que vimos no site www.deidecumani.it antes de confirmar nossa reserva.
     A entrada no térreo é uma grande porta de garagem, ao fundo um elevador (que deve ser do tempo do Leonardo da Vinci) que um dia aceitou moedas para liberar seu uso. O prédio não era alto, devia ter uns 3 ou 4 andares.
     Recuperados do susto e depois de investigar várias possibilidades, percebemos uma indicação no elevador misterioso dizendo Decumani. Minha corajosa esposa se dispôs a subir, o espaço disponível não seria suficiente para nós três e as bagagens.
     Ela voltou contando que, no andar indicado, há uma porta também misteriosa indicando Decumani, que havia batido e que aparentemente não havia ninguém. Esta porta ficava saindo do elevador, no corredor à direita. No lado esquerdo parecia haver um apartamento particular, tudo muito estranho.
     Na segunda tentativa, (estávamos juntos e com toda a bagagem) fomos atendidos. A recepcionista não falava inglês, entreguei o voucher e ela nos mostrou o nosso quarto, que ficava na porta atrás da mesinha da recepção.
     Tudo muito estranho!
     A primeira visão ao abrir a porta era um combinado 4x1 com fogão, refrigerador, pia e armário. À direita tínhamos um pequeno quarto e a esquerda o banheiro, grande se comparado ao quarto.
     A recepcionista nos explicou os procedimentos, o café da manhã é entregue no quarto, depois de algum esforço conseguimos fazer a TV e a Internet funcionar. A diária aqui foi de 65,40 euros, nossa primeira experiência no padrão Bed & Breakfest muito embora no Brasil tivéssemos a informação que seria um hotel três estrelas.
     Instalados (apertados, nem desfizemos as malas) e recuperados do choque partimos para explorar a cidade.

















      Localizamos o local de parada dos ônibus do city tour. Aqui com uma passagem podemos passear por três linhas, são 81 paradas possíveis no total. Para aproveitar bem tem que prestar bastante atenção nos horários de chegada, partida e encerramento de cada uma das linhas, ou percorso.
     Nas quadras próximas ao nosso hotel (hotel?) existem diversas igrejas, mercadinhos, um Carrefour City (parece um mercadinho) onde fizemos as compras para a nossa janta no apartamento (apertamento?). Achei sopas em lata: feijão e minestrone, foi uma boa aposta pois eram bem gostosas. Para não ter erro comprei pães, queijo, tomate cereja, algo parecido com peito de peru, ovos, mel, chás, vinho, refrigerante e achocolatado.
     Em Nápoles os carros seguem o mesmo padrão Romano, (sujos e/ou batidos), o diferencial é que aqui você pode estacionar em qualquer lugar. Vi em algumas oportunidades carros estacionados nas esquinas, de lado e sobre a calçada, também vi um Jaguar novíssimo com um dos lados todo arrebentado.  A cidade também é suja e mal cuidada.
     No dia seguinte realizamos a maratona de city tour, o vídeo está em: http://youtu.be/sosMC11ZyCA
     Em uma das paradas encontramos o castelo de Lord Darth Vader (Castel Nuovo) e fizemos esta foto.



As histórias completas estão em: http://sites.google.com/site/OmundoIsis/